sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Mistério

Um certo mistério envolveu nosso encontro
No olhar cativante que abraçou meu corpo inteiro
No toque delicado das mãos, apalpando, descobrindo
Na suavidade das palavras sussuradas à meia-luz...

Na explosão do amor repentina, mas desejada
No momentos plenos da comunhão de anseios
No elo inquebrantável que uniu nossas almas
Da unicidade de objetivos, de metas a atingir...

Doce mistério que enriqueceu meu viver
Lançando um tapete de rosas rubras, vicejantes
No caminho almejado, percorrido, e já vivenciado
Múltiplas vezes em outras esferas do infinito!

Nara Pamplona



Meu amor chegou


Chegaste de mansinho, de alma aberta
Doando-se por inteiro, sem cobranças
Tornando cativo meu coração infante
Orfão de sentimentos puros, verdadeiros...
Chegaste brilhando como a luz de uma estrela
Como o luar perolado que banha as noites sem véus
Vibrante como os sons de uma sinfonia
Enriquecendo minha vida, àvida e sedenta de amor
Com jóias raras de poesia, sabedoria, cumplicidade
Chegaste! com vestes desconhecidas e principescas
Resgatando-me o sapatinho que me faltava
Para iniciarmos o grande baile da vida!

Nara Pamplona



Quero ficar assim...


Folheando as páginas de minha vida
Com o coração saudoso, doído, emocionado
Estacionei nas que retratam nossa bela estória
E um sorriso brilhou em minha face...

E renasci....revivi...vivi....
Os momentos de amor terno e fogoso
Que nos transportava aos cumes do prazer
Explodindo como lavas ardentes de um vulcão...

Senti seu corpo agregado ao meu
Enroscados ao sabor do tempo infinito
Seus beijos queimando minha boca sedenta
Seus olhos em comunhão com os meus...

Quero ficar assim...Parada no tempo e espaço
Mesmo que seja por momentos fugazes
Saciando minha eterna fome de sua presença
Afastando o vácuo e a persistente saudade de você!

Nara Pamplona



Acordo selado

Uma certa magia envolveu nosso encontro
Em um inesperado toque de mãos trêmulas
E olhares cruzados em linguagem muda...

Comunhão de anseios, de metas a atingir
Caminhos buscando destino em comum
Corações vibrando em uníssono...

Almas envolvidas como se fora unas...
E um acordo de felicidade selou essa união
Ratificando outros de múltipas exsistências....

Nara Pamplona



Desperta a primavera


Os sinos dobram em sons fortes, constantes
O céu retoma o azul vibrante, sua real veste
Os pássaros entoam cantos orquestrados
Àrvores despem-se de sua pálida roupagem!

Novo, esperado, e reluzido ciclo inicia-se...
Sorrisos enfeitam, embelezam os rostos antes sem cor
Canteiros ornam-se de flores com variados matizes
Os corações bailam ao som de espectativas, anseios...

É primavera....despertando de seu longo sono!
Afugentando tons sombrios, descoloridos,
Avivando, com seu manto perfumado e sedutor
Sentimentos,sonhos, emoções... A vida!

 Nara Pamplona



Suave Dama Flor

Nas trilhas tortuosas que percorremos,
Deparamo-nos com armadilhas, obstáculos
Mas, também, com flores de brilho sutil
Matizes diversos e aromas próprios.

Os óbices do caminhar, por vezes, são afastados
Pela persistência, ousadia e teimosia em vencer
Nem que venham, no amanhã desconhecido
Sorrateiros, a retornar e fincar seu lugar.

As flores que recebemos como dávida
Cultivadas com infinito cuidado e amor
Se raras, sensíveis, afeitas ao dar e receber
Tornam-se jóias nos canteiros de nosso jardim.

Permanecem intactas, abertas à luz do sentir
E aos raios imorredouros da amizade, solidariedade
Compartilhando suas cores variadas e vibrantes
Espalhando seu perfume único, inconfundível...

No jardim planejado e criado para meus amores
Plantei e cultivo uma flor de beleza infinda
E seu nome é unico: "DAMA FLOR"

Nara Pamplona



quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Se pudesse... um dia sem adeus

A vida com seus ciclos programados
Girando como roda a desafiar o tempo
Não concede tréguas, adiamentos
Seguindo soberana, sem indagações...

Partidas súbitas, sem avisos, doridas
Ceifam alegrias, sonhos, esperanças
Deixando corações orfãos, atônitos
Criando crateras negras de solidão...

Ah! o adeus traiçoeiro que chega
Sorrateiro,inclemente, sem datas marcadas
Ferindo, deixando chagas na alma
Que, sequer, o tempo amigo reconstrói...

Como gostaria de não tê-lo conhecido
Com ele conviver grande parcela da existência
Suprimi-lo, lançá-lo em vácuo profundo
Sem dias de partidas, de dores, de vazios...

Nara Pamplona



É Natal...!


Transcorrem-se dias, horas, minutos, segundos,
Mais um ciclo completa-se na rodada do tempo,
E tudo continua girando como roda gigante
Repetindo-se gestos, atitudes, comportamentos....

A solidariedade e humanidade guardados em roto baú
A delicadeza dos gestos escondida na sombra do egoísmo
A desonestidade celebrada com honras e deleites
A traição dilacerando corações como foice afiada...

Chega o Natal! Aniversário do Amigo Maior!
Espíritos abrandam-se, ânimos sombrios arrefecem..
Repicam sinos de euforia, celebrações, confraternização
Mesas são adornadas com lautas refeições...

Mas minh'alma contrita não se deixa deslumbrar
Alimentando sonhos de que essa tela harmônica, amorosa
Permaneça, sempre, projetando essa imagem vibrante
Refletindo todo o amor que nos foi legado, mas esquecido...

E meu coração clama reiteradas vezes, em fortes brados
Que os presentes guardem a paz e harmonia desejada
O açucarado sabor das nozes, avelãs, frutas cristalizadas
Caramelem os corações conturbados, renitentes....

Que o verdadeiro sentido dessa data especial
Conduza-nos à reflexão quanto á necessidade do aprendizado
Como forma de transformação, mudanças interiores
Sintonizando-nos com o a energia do novo ciclo já iniciado...!

Nara Pamplona



Mãos que Brilham

Dedicado a minha amiga Adilia Oya

As mesmas mãos que afagam sem distinção
Que labutam em lides domésticas
Que cuidam do próximo ao final da escada da vida
Dedilham as teclas do computador distribuindo ternura!

São as mãos que usam pincéis mágicos
Pintando telas com variados temas, matizes,
Extravazam sentimentos, emoções, sonhos
Em textos ricos em beleza e sensibilidade!

Mãos de mãe, amiga, artista, poeta!
De guerreira destemida, aguerrida, solidária
Arte...! Poesia...! Mulher! Adilia Oya!

Nara Pamplona



Poema Sublimado

Você
Deixa meu coração quieto
Minha dor quedando-se adormecida e
Alma antes fragmentada e dorida, hoje
Sorrindo ante a porta aberta de novos rumos...
Enquanto os sinos dobram no silencio da noite e o
Pulsar dos sons encontram ecos perdidos
O seu rosto reflete-se no espelho das lembranças
Coração reiterando desejos não realizados
Até promessas jamais cumpridas!
O meu olhar suavizou-se antevendo o
Fim de tantos anseios e quimeras
Dos desejos ardentes e persistentes
Sonhos? não! realidade de um eterno amor!

Nara Pamplona



Compromisso Assumido

Se tiver que renascer na Mãe Gaia
Não mudarei muito o traçado do caminho
Aceitarei nascer no mesmo berço familiar
Acolhida com amor pelos pais escolhidos

Buscarei e encontrarei minha alma gêmea
E juntos, fortaleceremos mais os laços
Do amor cultivado, da cumplicidade, da amizade
Caminhando na estrada de um aprendizado único

Descobrirei os companheiros que aqui deixei
Robustecendo a roda de amizade sólida e imorredoura
Deixando seu carinho e dedicação
Acariciar e emocionar meu coração

A mania de perfeição será destruída
Transformando-se em poeira a se diluir no espaço
Cobranças serão lançadas no buração negro
Onde nunca poderão ser recuperadas

Tentarei burilar resquícios de sentimentos negativos
Deixando-me banhar na energia dos positivos
Tentarei não ferir, magoar, mesmo que involuntariamente

E diante de testemunhas parceiras, companheiras
Firmarei esse compromisso de continuidade de crescimento
Selado com o timbre dourado e brilhante do amor

Nara Pamplona



sábado, 14 de dezembro de 2024

Arte e poesia: alimento para a alma?

Em mundo conturbado que transtorna o espírito
Fere a sensibilidade e harmonia que o enriquecem
Como arma, utilizando a violência que fere, mata
Fazendo das sutilezas engrenagens enganosas...

Reclama a alimento da arte, do belo, da poesia
A neutralizar o negrume da maldade, disputas estéreis
Resgatando o amor, a solidariedade, a harmonia, esquecidos....

Nara Pamplona



E o Tempo não Passou

Parece que o tempo congelou no espaço
Que tua presença alimenta ainda nosso amor
Aquecendo meu corpo com teu calor ardente
Teus braços abrigando-o com amor, ternura

Teu sussurrar, lento, baixinho e sensual
A arrepiar minha pele, abrazando-a
Compassando o caminhar paciente, sábio,
Sobre meu campo sedento de alimento

Teus lábios apressados, molhados, sofrêgos
Sugando os meus com afoite, sofreguidão
As mãos impacientes, mas leves, suaves
Tocando minhas curvas como notas cadenciadas

Os sons dessa sinfonia de amor constante
Tornam-se mais fortes como um "Molto vivace"
Levando-nos à loucura do gozo, do prazer
Culminando com o sentimento divino de um adágio

E parece que o tempo, congelou, não passou...
Juntos, ungidos pela energia de um amor
Festejado e iluminado por pleiades de estrelas
Dançando silentes com parceria de suave luar

Nara Pamplona



Meu pai!...saudades!

    Poderia escrever uma poesia em sua homenagem, eis que se celebra, como todos os anos, o "DIA DOS PAIS", muito embora sempre tenha manifestado minha estranheza quanto à desses dias com data marcada, por entender que Pai, Mãe, devem ser homenageados sempre. Mas seria um espaço muito pequeno para traduzir todos os meus sentimentos, lembranças e tudo que você representou e representa para mim!

    As lembranças do pouco tempo que ficamos juntos continuam claras, vivas e ainda mexendo com meu coração. E, aqui, pensando na partida dos que eram o reflexo de mim, pontos referenciais de minha vida, uma saudade que ganhou moradia, cresceu como um gigante, pedindo para ser traduzida em palavras!

    E você, meu pai, amigo, companheiro, foi a primeira bússola a orientar meus passos no caminho do crescimento, tanto físico como espiritual.

    E a memória dos tempos vivenciados ao seu lado, retorna sem vazios, vácuos.

    Da minha infância feliz, residindo na cidade de Fortaleza, pequena, mas já denominada "CIDADE DO SOL", quando , ao chegar do trabalho, sentava-se ao meu lado, com toda a paciência, para me ensinar aritimética, matéria que considerada minha inimiga, por me causar grandes dificuldades de entendimento.

    Dos períodos de férias, janeiro e julho, na Praia do Mucuripe, local que, para se ter acesso, era necessário um jipe que nos levava até um determinado ponto, e depois seguiamos à pe, até a casa à beira do mar, que alugava, junto com um primo, lugar livre para nossas brincadeiras e traquinagens, e ponto de encontro de toda a familia nos finais de semana.

    Do aconchego de seu colo, para onde corria sempre, independente de quaisquer problemas, porque nele me sentia segura, serena, até me convencer que criança não deveria estar sempre ao lado dos adultos, mas curtir com outras a areia, os passeios nas pedras, o mar azul e brilhante.

    Da minha adolescência decorrida com muitas festas, reuniões de familia, em nosso apartamento, já na cidade do Rio de janeiro, nas datas festivas, dos papos equilibrados e cuidadosos sobre namorados, e a necessidade de eleição certa com relação às qualidades que deveria atentar quanto ao futudo marido. Sobre estudos, não havia necessidade de alertas, pois sabia que eu, à época, já havia determinado-me a ter uma profissão e a ele me dedicava com afinco.

De sua ansiedade com relação ao vestibular para a carreira de Direito, acordando cedo, comprando jornal, para ver os resultados do concurso.De sua alegria e orgulho, ao ver meu nome incluido dentre aqueles que lograram êxito na empreitada, acordando-me e me parabenizando com abraço forte e apertado, com lágrimas nos olhos.

    Da minha formatura, depois de (cinco) anos acordando cedo, pegando ônibus até às barcas, para chegar a Faculdade de Direito em Niterói.

    Do meu primeiro estágio e primeiro emprego em escritórios de advocacia, por você conseguidos com a ajuda de amigos, já que, à época, recebia-se o diploma, mas sem qualquer experiência de fato nessa atividade, levando-se na bagagem somente o conhecimento doutrinário, o que não ajudava muito na busca de trabalhos, ainda mais sendo mulher!

    De nossas idas, de táxi, juntos, todos os dias, para o trabalho, deixando-o no seu e prosseguindo para o meu, ambos situados na mesma avenida.

    Da última conversa que tivemos nesse trajeto, sobre seu estado de saúde, sua preocupação com minha mãe e filhos mais novos, já que pressentia que logo partiria.

    Da sua confiança na minha garra e vontade de vencer, e de, em seu lugar, cuidar de assuntos que considerava importantes.

    De sua partida, aos 58(cinquenta e oito)de idade, pouco tempo antes de se aposentar, após um  sofrimento intenso que perdurou pelo período de 3(três) meses, sempre com a minha vigília, de minha mãe, de meus irmãos, todos passando, praticamente, a residir no hospital com a cumplicidade das freirinhas amigas e queridas.

    E você se foi! Cumpriu, com êxito, sua programação feita antes de reencarnar, não tendo a oportunidade de, fisicamente, conhecer o genro, algumas noras, a maioria dos netos e não posso dizer bisnetos, porque a idade muito avançada assim não o permitiria. E a dor foi imensa, curada pelo tempo, pelo convívio amigo e solidário da familia. Mas a saudade permanece sem quaisquer mitigações. E, nesse dia dito especial, ela vem mais forte e dorida, porque não se pode fugir das notícias festivas e nem olvidar da importância que ele possui para todos.

    Saiba meu pai amado,amigo, parceiro, companheiro, no lugar muito elevado que sei encontrar-se, que meu amor por você rompe todas as barreiras de tempo e espaço, e que, um dia, não sei quando, ocorrerá o nosso encontro, com a presença de minha mãe, meu companheiro, e outros entes queridos, e poderemos retomar os abraços, os papos, a cumplidade e assim:

DIZER ADEUS À SAUDADE!
Nara Pamplona



Espírito Maternal

Sentimento sensível, delicado, dedicado
Escolhe o caminho da doação infinda
Sem esperar retribuições, sem alimentar cobranças
Trazendo em seu íntimo, apenas, expectativas...

Une sua alma àqueles que acolheu
Sejam gerados em seu acolhedor ventre
Ou os que encontrou em seu caminho,carentes
Elegendo-os e os fazendo filhos do coração...

Não se identifica pelo gênero masculino ou feminino
Mas pela generosidade, pelo esquecimento de si
Com intenções, desejos, dirigidos aos que abrigou...

Espirito forjado por crescentes e contínuas lutas
Em múltiplas existências de aprendizado sofrido
Que o premiaram com a luz cósmica do amor incondicional!

Nara Pamplona



Mulher

Em cenários de luta, fome, aridez,
É a chama que ilumina, agrega, pacifica,
O alimento que aplaca a insensatez,
O sorriso que acalma as chagas da violência...

Guerreira indomável e sagaz,
Empunha a lança do amor incondicional,
Serenando os espíritos rebeldes, ardilosos,
Aparando as arestas, impeçilhos da paz...

Alma sensível e dadivosa,
Entrelaça seus sonhos aos do companheiro,
Tecendo teias de paixão, carinho, afeto,
Envoltorio de uma união plena e eterna...

Recebe em seu regaço amoroso,
Filhos programados e desejados,
Forjando-os com sólidos valores morais,
E, com sabedoria, prepara-os para a vida.

Ama!
Luta!
Une!
Mulher...Verdadeiramente, Mulher...

Nara Pamplona



Ausência

Quem meus olhos buscarão com o brilho lunar
Meus braços enlaçarão com a força de apertados nós
Meus beijos sedentos sufocarão suas palavras, murmúrios
Minhas mãos percorrerão a montanha de suas sinuosidades...

Que alma acolherá meus anseios, mistérios, reclamos
E ungida a minha, sem espaços, lacunas, como se fora una
Alçará vôos, percorrendo caminhos desconhecidos
Sem destino, metas, porto a descansar...

Que ombro sereno abrigará minha cabeça conturbada
Afagando-a, acalmando-a com luzes de sabedoria
E tons coloridos, energizantes, da luz solar
Aquietando meu coração em constante ebulição...

E as idas e vindas das azuis marés que espraiam na areia
Molhando, acariciando, meus pés cansados
Clamando pela chegada do amor fiel, amigo, parceiro....

Perdida e ao sabor das ilusões que habitam meu ser
Permaneço na espera, no labirinto do vazio da ausência
Com desejos embalados em doces expectativas de reencontro!

Nara Pamplona



terça-feira, 10 de dezembro de 2024

ALDRAVIA

 Aldravia

sonhos
escapam-me
sorrateiros
escondem-se
no
coração

primavera
flores
radiantes
Irradiando
luzes
vibrantes

poeta
canta
desenha
contornos
vida

sonhos
escapam-me
das
mãos
escondem-se
no
coração

amada
aventurada
dilacerada
pelos
desmandos
brasil

Nara Pamplona





terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Meu Maior Presente

Nessa época de comemoração especial
Quando celebramos a vinda do "Grande Mestre"
Não desejo presentes, festas ao sabor de interesses materiais
O esquecimento do que essa data representa!

Meu desejo é estar em paz comigo mesmo
E com todos que me rodeiam, seja em qualquer círculo!
Dirigir ao Mentor Maior, agradecimentos infindos e amorosos!
Por ter merecido a beleza premiada da vida!

Apreciar a luz que irradia do Astro que nos aquece
Deixar que a luz tênue, suave, da Lua, suavize meu coração
Aspirar o odor das mais raras flores que enfeitam os jardins
Deixando que espalhe e perfume por todo o meu ser!

Manter, cultivar as amizades antigas e recentes
Sejam pessoais ou virtuais, mantendo-as em meu coração
Em compartimentos banhados com vibrações de muito amor!

Não permitir que a idade corpórea implacável
Apague de minha face o constante sorriso jovial
Espelho da m' alma, aprendiz contínua das verdades eternas!

Nara Pamplona



Nódoa na alma

Meu coração alegre, vivaz
Hoje se contrai, inquieto
Atingido por pontos escuros
Que ofuscam seu habitual brilho!

Como o pensamento pode criar
Quando a tempestade irrompe brusca
Inclemente, deixando rastros com marcas
Que, nem sei, se o tempo poderá apagar!

Ah! Como o desejo de ser um pássaro
Sem amarras, grilhões, a turvar seu livre vôo
Abraça meu coração atônito, sufocado!

Alcançar paragens vastas, serenas
Onde a pureza, paz, perfumassem os ares
E meu espírito respirasse límpido, sem nós.

Nara Pamplona



Sereno Caminhar

Sigo meu caminho programado
Espalhando flores de mil matizes
Regando-as com o mais puro sentimento
Para que cresçam fortes, viçosas!

Por vezes, posso descuidar-me no seu trato
Mas uma luz que se faz presente nesse momento
Traz-me de volta a dádiva divina do crescer
Que, serena, imperiosa, induz-me a via eleita!

E as vejo resplandescentes e confiantes
Sentindo em cada folha o sentido real da vida
Alimentado pelo simples ato de doação plena
Sem quaisquer nuances de troca, de cobrança!

Algumas fenecem, não por falta de cuidados
Mas por se trancarem em seus próprios interesses
Fechando seus canais receptivos e de absorção
Alheias as leis que regem as relações cósmicas !

No entanto, não desisto e continuo a planta-las
Cultiva-las com gotas amorosas que as alimentam
E que por sua consciência e alento divino
As despertarão para um amor maior, incondicional!

Nara Pamplona




Almas Gêmeas

U m olhar somente, um toque leve de mãos, Acendem em seu coração de imediato, O aceno forte de que ela, finalmente, surgiu, Depois de longa ...