Parece que o tempo congelou no espaço
Que tua presença alimenta ainda nosso amor
Aquecendo meu corpo com teu calor ardente
Teus braços abrigando-o com amor, ternura
Teu sussurrar, lento, baixinho e sensual
A arrepiar minha pele, abrazando-a
Compassando o caminhar paciente, sábio,
Sobre meu campo sedento de alimento
Teus lábios apressados, molhados, sofrêgos
Sugando os meus com afoite, sofreguidão
As mãos impacientes, mas leves, suaves
Tocando minhas curvas como notas cadenciadas
Os sons dessa sinfonia de amor constante
Tornam-se mais fortes como um "Molto vivace"
Levando-nos à loucura do gozo, do prazer
Culminando com o sentimento divino de um adágio
E parece que o tempo, congelou, não passou...
Juntos, ungidos pela energia de um amor
Festejado e iluminado por pleiades de estrelas
Dançando silentes com parceria de suave luar
Nara Pamplona

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