Meus versos líricos desertaram no amanhecer
Ressentidos com imagens rotas, disformes
Surgidas na tela mental, nítidas, sem reflexão
Misturando-se passado e presente como em filme...
Rostos macerados, enrustidos, escuros
Como a negritude de uma noite sem estrelas
Sorrisos distorcidos com o esgar da dualidade
Disfarçados com máscaras engendradas com sutileza....
Ah! Espíritos toscos, pobres em sentimentos e humanidade
De um lado, dissertam, falando de amor, amizade, carinho
De outro, destilam em ouvidos simples, desavisados
Envenenadas palavras de desagregação, desarmonia...
Aqui e agora... Somente aqui e agora!
Amanhã, outro dia, via inversa dessa estrada que me sufoca...
Relembrarei e abraçarei almas afins e de faces abertas
Fortalecendo as raízes do que fui, sou, e sempre serei!
Versejarei sobre amor e paixão em ardentes tons
De jardins enriquecidos pelas flores vívidas da amizade
De solidão perfumada e amenizada por belas lembranças
Da beleza de ser, estar, e viver....!
Nara Pamplona

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