terça-feira, 29 de abril de 2025

Alma de Criança

As lembranças vêm soltas, alegres...
Uma criança de pernas longas e frágeis,
Mas que a vivacidade não deixava enfraquecer,
Fazendo traquinagens, estripulias...

Para espanto dos pais, embora feminina,
Gostava de atuar como goleira sempre
No time de futebol dos irmãos e amigos,
Sempre deixando a bola escapar, levando um gol!

Com pés descalços ou com tamancos de madeira,
Corria pelas ruas, algumas ainda sem calçadas,
Com o coração enriquecido pela liberdade,
E pela ausência de grandes responsabilidades...

Nos quintais com árvores frutíferas,
Que enfeitavam os quintais dos avós,
Escalava-las com um pouco de medo,
Mas saborear seus frutos, ainda verdes, era um prazer!

Não existia maldade nesse mundo infantil,
Meninos e meninas brincando juntos,
Compartilhando brincadeiras sem rótulos,
Observando, aprendendo, sendo feliz...

Voltando a esse passado não muito recente no tempo,
Sinto meu coração ainda com vontade de brincar,
Se soltar pipas, de percorrer os verdes campos,
De sair às ruas e se banhar com água de chuva!

Ah! Minha alma com seu lado de criança,
Que não morreu, permanece intacta,
Alegre, desejando irresponsabilidades,
E somente brincar, ser feliz...

Nara Pamplona



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